terça-feira, 17 de abril de 2012

Consequências da carne


“A vida tem sua própria sabedoria. Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata. Quem tenta ajudar o broto a sair da semente o destrói. Há certas coisas que têm que acontecer de dentro para fora”. Rubem Alves

Não podemos mudar ninguém, apenas relatarei fatos para que possamos saber no que isso implica, fomentando a consciência de que somos responsáveis.

Foi-se o tempo em que a maioria da carne vinha de fazendas onde os animais eram criados soltos e podia, bem ou mal, viver como sua espécie deveria viver.

O que comemos hoje na maior parte é fruto de uma criação em escala industrial, na qual os animais são geneticamente preparados, têm a mobilidade restrita em confinamentos superlotados e estressantes e recebem uma dieta carregada de aditivos. A produção, o tratamento e o abate muitas vezes são feitos de maneira cruel e dolorosa. Informações que passam bem longe de cardápios e rótulos. “A carne é uma indústria de US$ 140 bilhões anuais, que ocupa perto de um terço de todo o território do planeta, molda os ecossistemas do oceano e pode determinar o futuro do clima da Terra”, diz Jonathan Safran Foer no livro “Comer Animais”, em que relata como funciona a produção da carne em escala industrial. Como muitos que decidiram explorar o assunto, virou vegetariano convicto.

Criar animais de consumo é uma forma muito ineficiente de utilização dos recursos, sendo uma das principais responsáveis pela derrubada das florestas, como ocorre hoje na Amazônia. A indústria da carne é uma das principais consumidoras e contaminadoras da água doce do Planeta, um recurso cada vez mais escasso. Os dejetos produzidos pelos animais criados em sistema de confinamento causam graves problemas ambientais. Para alimentar todos estes animais criados artificialmente são necessários – além de espaço, enorme quantidade de grãos e cereais que poderiam ser dados diretamente para os seres humanos.

“Em um mundo onde a fome é uma realidade, o comer carne torna-se eticamente inaceitável”, afirma Marly Winckler, presidente da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira) e coordenadora para a América Latina e o Caribe da IVU (União Vegetariana Internacional).

O relatório de 2006 da Organização de Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO) chamado “A grande sombra da pecuária” (Livestock’s Long Shadow, em www.fao.org/newsroom/en/news/2006/1000448) concluiu que a pecuária global contribui com mais gases que causam o efeito estufa do que todas as formas de transporte: assustadores 18% da emissão total (em equivalentes de CO2).

A produção de carne e outros produtos de origem animal para alimentação contribuem significativamente com a emissão dos gases, respectivamente 9%, 37% e 65% da emissão total mundial de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso.

Estudos da ONU apontam que o setor é responsável por 18% das emissões de gases estufa, 40% a mais que todos os meios de transporte do mundo – carros, caminhões, trens e navios – juntos.

O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases de efeito estufa, principalmente por causa das queimadas e do desmatamento da Amazônia. A criação de bovinos e o cultivo de grãos principalmente usado para alimentá-los são responsáveis por 80% do desmatamento da floresta brasileira, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Nos anos recentes, a cada 18 segundos 1 hectare da Amazônia foi convertido em pasto.

Por meio de arrotos e flatulências, o boi libera metano, os efeitos desses gases são mais marcantes, dado que o metano e o óxido nitroso são 23 e 296 vezes mais prejudiciais que o dióxido de carbono.

Um estudo da Universidade de Chicago verificou que a dieta americana média, incluindo todas as etapas do processamento dos alimentos, produz anualmente 1,5 toneladas de equivalentes de CO2 a mais do que a dieta sem carne. O total anual de cereais que alimenta o gado no mundo inteiro é de cerca de 735 bilhões de quilos. Para transportar esta quantidade por comboio seriam necessários 12.3 milhões de vagões cheios de cereal. Este comboio facilmente poderia circuncidar o equador 6 vezes.

A maioria dos países ocidentais usa para além do seu próprio território grandes extensões do território de países em desenvolvimento para pastagens. O uso do território estrangeiro chega a ser seis vezes maior do que o próprio. Países como a Tailândia, Malásia, Brasil e a Argentina contribuem enormemente para a produção de rações para gado, e quase um terço destas é produzido em países do Terceiro Mundo. Por exemplo, para alimentar a população holandesa há no país e fora dele por pessoa cerca de 1,20 hectares de terra cultivada em uso, enquanto que de fato por cada indivíduo no planeta só há 0,2 hectares de terra disponível (1 hectare equivale a 10.000 m²).

Cada indivíduo utiliza certa porção do espaço do planeta, e quanto espaço ele usa depende do seu padrão individual de consumo. Por meio do Impacto Global é possível traduzir este espaço em números, expressos em hectares.

No ocidente consume-se agora muito mais carne do que antigamente. Os veganistas que se abstêm totalmente do consumo de carne e da utilização de animais, poupam cada um a vida de (aproximadamente) 6 vacas, 45 porcos e de centenas de frangos (números aplicáveis aos Países Baixos).

A indústria pecuária intensiva condena os animais nas explorações a um sofrimento enorme. Diminuindo o consumo de carne, diminuímos também o seu sofrimento.

A seguir, reunimos dados que mostram o que está por trás dos pedaços de animais oferecidos em restaurantes e supermercados.

Porcos têm linguagem. Com frequência atendem quando são chamados (pelos humanos e pelos outros porcos), gostam de brinquedos (e têm seus favoritos) e são capazes de jogar videogames com controles adaptados aos focinhos.

Porcos de granja normalmente são abatidos quando chegam a cerca de 100 kg. Se continuassem a viver, poderiam passar dos 350 kg.

Por conta própria, os leitões tendem a ser desmamados com cerca de 15 semanas, mas nas granjas industriais eles são desmamados com 15 dias. Com essa idade, não conseguem digerir direito comida sólida, por isso recebem remédios contra diarréia.

Uma série de antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos na comida dos animais mantêm a maioria deles viva até o abate, a despeito das condições de higiene e confinamento em que são mantidos. Não é incomum porcos, aguardando o abate, terem ataques cardíacos ou perderem a capacidade de se locomover.

Com 38 milhões desses animais, o Brasil é o quinto maior produtor de carne suína do mundo, atrás de China, EUA, Alemanha e Espanha.

Criações de Porcos em extremo confinamento são laboratórios ideais para o aparecimento de novos vírus que podem nos infectar. Infectologistas apontam que as criações intensivas de porcos e frangos são as mais perigosas fontes de vírus potencialmente letais aos humanos.

Um dos principais alvos de críticas dos grupos de defesa dos animais é a produção da vitela, a carne de bezerros. Sua maciez e brancura vêm do fato de que os animais são alimentados apenas com leite e criados em baias minúsculas, que os impedem de se locomover e criar músculos.

Produtores de ovos muitas vezes manipulam a comida e a luz a fim de aumentar a produtividade. O objetivo é reprogramar o relógio biológico das galinhas para que comecem a pôr os ovos mais cedo. Galinhas criadas em escala industrial põem mais de 300 ovos por ano – duas ou três vezes mais do que na natureza.

A maioria dos filhotes machos das galinhas poedeiras é destruída por não terem “valor comercial”. Boa parte dos pintinhos é sugada por canos até uma placa eletrificada. Outros são enviados para trituradores.

Na produção industrial, a galinha não é criada de forma livre – não pode andar, ciscar e reproduzir seu comportamento natural. Muitas vezes até quatro animais são colocados numa mesma gaiola de meio metro quadrado. O estresse do confinamento e da superlotação provoca o canibalismo. Para não correr o risco de uma galinha devorar a outra, os bicos são cortados desde cedo.

Assim como os porcos, aves criadas dessa forma industrial são focos para o aparecimento de novos vírus que podem infectar o homem.

As galinhas de antigamente tinham uma expectativa de vida de 15 a 20 anos, mas o frango de corte moderno é abatido em seis semanas.

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de carne de frango, atrás dos EUA e da China. Em 2009 foram abatidos 4,7 bilhões de frangos no país.

A pesca de atum provoca a morte de outras 145 espécies capturadas por acidente, incluindo baleias, tubarões, arraias e tartarugas. Para produzir cada prato de sushi de atum é necessário outro prato de 1,5 m de diâmetro para conter todos os animais que foram mortos “sem querer” durante a pesca.

De cada dez atuns, tubarões e outros grandes peixes que viviam nos oceanos há cem anos sobraram apenas um. Muitos cientistas prevêem o colapso de todas as espécies - alvos de pesca em menos de 50 anos.

Antigamente os pescadores localizavam os cardumes de atum e então os puxavam no braço, um por um, com vara, linha e gancho. Hoje isso é passado, são usadas pesca de arrastão ou espinhel.

Aproximadamente 1,4 bilhões de anzóis são lançados por ano com espinhel (em cada um é usado como isca carne de peixe, lula ou golfinho).

Quase todos os peixes e frutos da pesca hoje contêm traços de mercúrio, metal tóxico que se acumula no organismo dos animais (humanos também) e pode afetar o sistema nervoso e causar demência. O risco varia de acordo com a quantidade e a espécie de peixe consumida.

Quanto maior o peixe e quanto mais tempo ele tiver de vida maiores são as chances de acumular o metal. Segundo a FDA (agência que controla alimentos e medicamentos dos EUA), tubarão, peixe-espada e cavalinha são espécies que devem ser evitadas.

A maioria do salmão que comemos vem da piscicultura. Uma fonte de problemas nessa atividade é a presença abundante de parasitas que prosperam em águas não correntes – em número 30 vezes maior do que o normal.

Durante a transformação de proteína vegetal em proteína animal é desperdiçado uma grande quantidade de nutrientes. São necessários 4 quilos de proteínas vegetais (rações para o gado) para produzir apenas 1 quilo de proteína animal.

A produção de carne custa aproximadamente 14,7 vezes mais energia do que a produção de vegetais. Um quilo de carne de vitela é comparável a 100 quilos de batata em valor energético. Um campo de pasto normal produz 330 quilos de carne. O mesmo campo pode alternativamente chegar a produzir 40.000 quilos de batata.

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), são necessários, em média, 1.500 litros de água para gerar um quilo de batata e dez vezes mais (15 mil litros de água) para produzir um quilo de carne.

Ex:

Boi Consome 37 kg de alimento / por kg de carne

ÁGUA - 16 mil litros

Espaço - 30 m2 confinado, livre, 10 mil m2 de floresta desmatada

CO2 - 24 kg / por kg de carne

É necessária muito menos água para alimentar um vegetariano estrito durante um ano do que a necessária para alimentar um carnívoro durante apenas um mês. Um país como a Holanda usa por ano tanta água para a produção bovina como a que poderia abastecer de água a terça parte da população mundial.

No ocidente os maiores contribuintes para a chuva ácida que afeta as florestas são a indústria pecuária intensiva e o trânsito. Uma vez que os fertilizantes são um dos maiores contribuintes, o ambiente beneficiaria enormemente duma diminuição da produção.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e possui o segundo maior rebanho, com 205 milhões de bois e vacas – mais do que um animal por habitante. O rebanho só fica atrás do da Índia, onde é proibido matar vacas.

O departamento de Comida e Agricultura da Organização das Nações Unidas lançou um relatório onde mostra a média de consumo per capita de carne em todo mundo. A estatística indica os resultados pesquisados durante o ano de 2010.


PAÍS 2007 2006 2005 2004 2003 2002

01º Luxemburgo 136.73 138.37 137.84 134.91 145.97 145.91

02º Estados Unidos 122.79 123.9 123.64 124.05 121.45 122.76

03º Austrália 122.70 110.55 115.6 105.8 115.52 107.98

04º Nova Zelândia 116.81 109.79 103.36 109.37 107.52 104.65

05º Espanha 111.56 107.5 108.08 108.58 118.89 119.75

06º Polinésia Francesa 108.61 98.38 101.92 106.08 102.16 102.99

07º Áustria 103.18 100.63 109.88 113.04 111.75 111.59

08º Chipre 102.18 100.05 104.37 100.41 99.68 106.3

09º Israel 98.89 102.13 99.65 99.23 98.19 97.62

10º Canadá 98.83 95.46 95.23 99.5 99.01 100.66

34º Brasil 80.49 77.89 74.54 81.27 79.76 78.81


Consumo mundial médio de 48, 66667 Kg per capita (kg/pessoa/ano) de carnes bovina, suína e aves, 2010. Na média, cada brasileiro come 80 kg de carne por ano.

O consumo de carne cresce à medida que cresce o salário, e se tem recursos, porém esta verdade só é válida até certo ponto; conhecido como “ponto de saturação”. A tendência de crescimento é constante até atingir 80 a 100 kg de consumo per capita por ano... ...No ano 2020, o consumo per capita de carnes continuará alto nos países Desenvolvidos. Porém, por estar já próximo ao ponto de saturação, o crescimento do consumo terá uma menor intensidade. A população dos países Desenvolvidos, que consumia 74 kg per capita em 1983, deverá aumentar seu consumo para 83 kg em 2020, segundo dados da FAO.

Hoje há no mundo mais de 50 bilhões de animais de criação destinados todo ano ao abate. Além do grande impacto ambiental global, isso contribui de forma significativa para a destruição das florestas tropicais e outros habitats importantes, a extinção rápida de espécies, o desgaste e a erosão do solo e outras ameaças ambientais. Devido ao seu grau elevado de ineficiência se comparada à produção de proteína vegetal, a pecuária exaure, de modo desproporcional, as reservas já pequenas de água potável, terra, combustíveis e outros recursos. Para piorar, o relatório da FAO prevê um aumento da demanda de produtos de origem animal que, até 2050, dobrará o número de animais de criação.

O mais preocupante é que a Mesa-Redonda Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo composto de centenas de cientistas importantes do mundo todo, prevê efeitos catastróficos se não houver mudanças rápidas. Vários cientistas renomados do setor advertem que, caso as condições atuais continuem inalteradas, em dez anos o impacto ambiental pode fugir ao controle.

Além dos benefícios ambientais, décadas de pesquisas indicam que, se a população em geral trocasse a carne e outros alimentos de origem animal por alimentos vegetais, isso reduziria drasticamente as doenças cardíacas, o câncer, a obesidade e outras doenças crônicas degenerativas que hoje em dia geram custos globais de trilhões de dólares em assistência médica. Diminuir a escala global de pecuária também permitiria que a terra arável, a água potável e outros recursos agrícolas alimentassem centenas de milhões de pessoas a mais. Como nos alertam ecólogos de renome como Eugene Odum e Garry Barrett, “quando se pensa a respeito da pressão da população sobre os recursos naturais e o meio ambiente, não se deve esquecer que não somente existem mais animais domésticos do que pessoas no mundo, mas que esses animais também consomem cerca de cinco vezes mais calorias do que as pessoas”.

A questão não é inerente apenas a ética e a biologia, é bem mais profunda e melindrosa. Alguém já se atreveu a questionar o insondável mecanismo universal?

“O universo é permeado pela angústia”.

Todos os animais irracionais e pseudo-racionais vivem estimulados pelo medo de não terem êxito em três premissas instintivas, sobreviver a qualquer custo, alimentar-se e reproduzir-se, toda nossa vida é projetada em função deste tripé.

A maioria pseudo-racional está satisfeita em serem animais, se comparam, querem continuar sendo e agindo como tal. Se recusam a continuar a jornada evolutiva, não querem acordar, a ilusão é confortável. A letargia cômoda afaga o intelecto moral a ponto de convencê-lo de que a lei tirana do mais forte sobre o mais fraco é naturalmente divina.

Que natureza doente é essa? Natureza que obriga todas as criaturas a se alimentarem do sofrimento alheio. O leão estraçalha a sua presa instintivamente. Porque ele não tem escolha?

Nós temos. Temos a razão filosófica, teoricamente desperta, é isso que nos possibilita sermos diferentes dos demais animais. Recusamos usá-la por fraqueza, medo, covardia moral. Isso é ignorar os fatos. Temos condições de agirmos diferentes, porem continuamos agindo semelhante a uma criança que domina suas necessidades fisiológicas, mas não se desfaz da comodidade das fraudas.

Porque não é diferente? Cadê a dignidade amorosa? Que tipo de Criador perfeitamente amoroso seria autor de tamanha crueldade? Se nos basearmos nas premissas selvagens, defendida por muitos, porque não comemos carne humana? Já que varias espécies são canibais. Se a ética é ambígua, particularidade individual, por que o canibalismo humano é abominável?

A maioria aqui não é contra quando se trata de uma vaca, porco... Qual a diferença?

O tirocínio humano é peculiar, o que torna os pontos de vista divergentes.

Mais de 50 bilhões de animais, sem contar os aquáticos, passam por isso todos os anos e é normal, não é? A alienação ancestral esta arraigada em nós, somos condicionados, meu bisavô, avô, pai, fazia então faço também.

Façamos jus ao nosso titulo de racionais, exercitemos a nossa razão filosófica, comer carne é um crime, fere a dignidade existencial individual, toda criatura tem direito pleno de exercer a vida.

Nós teoricamente sabemos disso, um leão não. Essa é a diferença, nós possuímos o livre arbítrio de escolher e abdicamos dele.

Não seja animal, seja humano. A escolha é sua.

"A maior parte das pessoas (quando descobrem) parecem horrorizadas com o fato de possuírem uma alma, e com a responsabilidade de mantê-la pura." Alan Moore

Fontes 2010 U.S. Greenhouse Gas Inventory Report; Water Footprint Network; Slow Food USA; A Greenhouse Gas Footprint Study for Exported New Zealand Lamb (março de 2010); Embrapa Gado de Corte; Embrapa Pecuária Sul; Alexandre Confessor, gerente do Projeto de Caprinos da Emater-RN; FAO, Ministère de l’Agriculture et de la Pêche (France), Department for Environment, Food and Rural Affairs (UK)

http://super.abril.com.br/alimentacao/qual-carne-mais-ecologica-614463.shtml

http://cantinhovegetariano.blogspot.com.br/2011/12/somos-todos-de-carne.html

http://pt.engormix.com/MA-pecuaria-corte/artigos/perspectivas-producao-mundial-carnes-t140/p0.htm

http://vista-se.com.br/redesocial/consumo-mundial-de-carne-per-capita/

http://poramoraosanimais.blog.terra.com.br/2007/11/

http://bibliaeaciencia.blogspot.com.br/2012/03/do-que-e-feita-salsicha.html

http://hypescience.com/carne-processada-pode-causar-cancer-de-pancreas/

http://cantinhovegetariano.blogspot.com.br/2012/04/trio-e-preso-acusado-de-matar-comer-e.html

http://ainanas.com/must-see/tailandeses-canibais-comem-humano-em-angola/

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Jesus Cristo um extraterrestre?




Em 18 de junho de 2003, Dom Fernando Antonio Sampaio Pugliese, bispo da Igreja Católica Apostólica Brasileira, que atuava na época em Maceió [AL]. Concedeu entrevista para o Programa do Jô, da Rede Globo. Pugliese estava discorrendo sobre suas interpretações bíblicas quando o Jô Soares mandou buscar uma Bíblia traduzida para o português, narrando-a para o convidado, perguntou-lhe sobre o episódio em que Ezequieldescreve sua visão de algo que se supõe ser uma nave extraterrestre.


O bispo não teve dúvidas: não só confirmou que o que o apóstolo viu foi mesmo um disco voador, como também afirmou que há uma ligação profunda entre os textos bíblicos e a intervenção de alienígenas na Terra. Dom Pugliese não é um religioso qualquer. Estudou filosofia e teologia na Pontífice Universidade Gregoriana Romana, que é considerada a mais brilhante instituição de ensino teológico da Itália. Estudou também nos ateneus de Paris, Lindsbruk e Munique, conheceu e foi pupilo do francês Gabriel Marcel, um dos maiores existencialistas do pós-guerra. O religioso conhece também hebraico, o que é muito importante quando se busca compreender a interação do Fenômeno UFO na história da humanidade e, principalmente, sua influencia nos destinos da civilização moderna.

Logo após o programa Jô Soares, a Equipe UFO, que também foi tomada de surpresa e não conhecia as atividades de dom Pugliese, mobilizou-se para encontrá-lo e solicitar uma entrevista ao religioso. Nossos consultores Roberto Affonso Beck, que reside em João Pessoa, e Fernando Aragão Ramalho, de Brasília [DF], imediatamente contataram dom Pugliese e foram muito bem recebidos. O religioso não apenas confirmou tudo o que havia dito ao Jô, como se aprofundou ainda mais em suas afirmações, e ainda mostrou-se excepcionalmente bem informado sobre Ufologia. Eis a entrevista:

UFO: Dom Pugliese, o senhor pode nos falar de sua formação educacional e vocação religiosa?

Dom Pugliese: Tive formação católica romana, fui seminarista em Maceió e acadêmico de filosofia na Universidade Gregoriana de Roma. Fiz teologia em Munique e no Instituto Católico de Paris. Mas deixei a vida eclesiástica antes de me ordenar sacerdote, ingressando no magistério universitário. Então contraí matrimônio e fui pai de três filhos, hoje já adultos. Ingressei na Igreja Católica Apostólica Brasileira, fui ordenado sacerdote e, posteriormente, sagrado bispo. Isso aconteceu alguns anos mais tarde, quando já era professor universitário, estava casado e era pai de família.

UFO: Desde quando o senhor vem se interessando por Ufologia?

Dom Pugliese: Desde quando li uma entrevista sobre o avistamento de uma nave espacial, publicada na revista “O Cruzeiro”, mais ou menos em 1957. O caso, ocorrido nas imediações da Ilha da Trindade, foi detalhadamente descrito e ilustrado com ótimas fotografias, tiradas de bordo de um navio da Marinha brasileira, por um repórter que se encontrava em missão jornalística naquela embarcação.

UFO: O senhor já viu um disco voador?

Dom Pugliese: Já tive incontáveis avistamentos. Entretanto, o mais notável foi no dia 22 de dezembro de 1984, mais ou menos às 22:40 horas, quando rezava o rosário como de costume, em uma passarela do quintal de minha cãs. O objeto surgiu por trás de um frondoso abacateiro. Era uma bela nave espacial, com cúpula profusamente iluminada e de cor alaranjada. Seu diâmetro era de aproximadamente 20m. Ao se levantar, vagarosamente, o UFO apagou a luz e desapareceu em vertiginosa velocidade. Meu sangue gelou nas veias e fiquei praticamente paralisado por alguns momentos. Eu me encontrava a uns 30m de distância do objeto.

UFO: O senhor é um bispo católico. Sua igreja aceita abertamente a vida inteligente em outros planetas?

Dom Pugliese: A Igreja Católica Apostólica Brasileira deixa o tema completamente livre para quem quiser opinar. Ela é de estrutura essencialmente liberal e praticante do lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Minha igreja admira os cidadãos “livres e de bons costumes”.

UFO: Na Bíblia existem citações referentes à vida inteligente noutros pontos do universo, além da Terra. Como o senhor vê essas passagens?

Dom Pugliese: Nos chamados livros canônicos, bem como nos apócrifos, não encontramos citações ‘stricto sensu’[exatas] sobre isso. Entretanto, há inúmeras menções que praticamente nos impelem no sentido da aceitação, por dedução lógica, da existência de vida inteligente em outras partes do Cosmos.

UFO: O senhor já teve algum contato pessoal, de qualquer forma, com seres alienígenas?

Dom Pugliese: Nunca tive oportunidade de ver seres extraterrestres entrando ou saindo de naves siderais. Mas já tive visões de entidades angelicais e creio que parte da chamada “hierarquia Angélica”, ao menos nos graus inferiores ditas ‘nove castas’, citadas pelo apóstolo Paulo e repetidas pelo grande bispo Dionísio Pseudoareopagita, de Paris, é formada de extraterrestres como anjos e arcanjos. As categorias mais elevadas como ‘querubins e serafins’, provavelmente são de natureza mais sutil.

UFO: O senhor disse que acredita ter em um de seus pés alguma espécie de ‘chip’ ou implante. Quando notou a presença desse objeto e de que forma?

Dom Pugliese: São duas pequenas bolinhas no pé esquerdo. Ao sentir uma forte e incômoda dor nele, tirei uma radiografia e, além de um incipiente esporão calcâneo, meu médico constatou algo estranho. O laudo anexo à radiografia, de 13 de julho de 2000, descreve uma “imagem filiforme de densidade cálcica, que pode ser compatível com corpo estranho”.

UFO: Falando um pouco da Bíblia, por favor descreva-nos qual é o método que usa para estudá-la.

Dom Pugliese: Com relação aos estudos bíblicos temos dois métodos bem distintos. O primeiro é usado normalmente pelas faculdades teológicas ou pelos institutos bíblicos espalhados pelo mundo. Trata-se da chamada ‘Exegese ou Hermenêutica Bíblica’. Ela consiste na análise comparativa dos textos e contextos doutrinários, lingüísticos, culturais e históricos contidos nas sagradas escrituras. Já o segundo é o método criptológico, através do qual se aplicam alguns códigos específicos, tais como o cabalístico, o Atbash, o método das seqüências alfabéticas ou das seqüências lineares. Este eu mesmo aplico, a fim de detectar mensagens ocultas no texto original hebraico, conhecido como massorético. O método das seqüências lineares proporcionais, entrecruzadas e repetidas, é outro sistema, desenvolvido por mim no decorrer de alguns anos.

UFO: Há diversas provas fósseis, documentais e artísticas de povos primitivos que nos levam a concluir sobre a presença entre nós, desde o início dos tempos, de seres extraterrestres e tecnologicamente superiores aos humanos. Em seus estudos sobre as codificações contidos no Velho Testamento, o senhor chegou a alguma conclusão semelhante?

Dom Pugliese: Inegavelmente, devemos a Erich von Däniken a coragem e mesmo a ousadia de romper a barreira do medo levantada e imposta sobretudo por entidades religiosas, com relação a civilizações extraterrestres e naves siderais. Lembremo-nos que Giordano Bruno, frade da Ordem Dominicana, foi queimado vivo pela inquisição romana por manifestar, no ano de 1600, idéias semelhantes. Sobre a existência de civilizações extraterrestres, além das fortíssimas insinuações nos textos correntes ou normais do “Antigo Testamento”, tenho encontrado claras referencias em mensagens cifradas, notadamente no capitulo 60 do profeta Isaías, com especificações sobre uma próxima manifestação de seres extraterrestres de forma agigantada. O mesmo se dá no texto do profeta Daniel, capitulo 12, na parte conhecida como “Apocalipse” de Daniel. Na “Torah” ou no “Pentateuco”, através de um processo cabalístico de caráter numerológico chamado ‘guematria’, encontramos menção a um grupo de 318 entidades extraterrestres. Está em ‘Gênesis’, capítulos 14 e 15, oculta e cifrada sob o nome de “Eliezer”.

No livro do “Êxodo”, capítulo 14, precisamente nos versículos 19 a 21, levantamos os nomes dos 70 anjos – seguramente extraterrestres – que desceram a Terra a fim de efetuar a participação ou divisão dos povos e lhes ensinar os 70 troncos lingüísticos que deram origem aos principais idiomas naturais do nosso planeta. Para compreender isso é necessário se aplicar ao texto uma variação do método de decodificação ‘Atbash’, de difícil explicação. Essas entidades vieram ao nosso mundo sob o comando do grande e admirável Arcanjo Miguel, chamado pelo profeta Daniel de príncipe ou comandante da Milícia Celeste. Ele é citado também em ‘Apocalipse’, capitulo 12, e no texto grego do ‘Novo Testamento’ como ‘vencedor da batalha contra o dragão”.

UFO: Existem textos antigos, em línguas extintas ou em desuso, que serviram como base para várias religiões atuais, como os indianos ‘Ramayana, Mahabarata e o Vymaanika-Shaastra’. Eles falam dos vimanas, naves que riscavam os céus há mais de 20 mil anos, conduzindo reis e soldados a guerra. O senhor chegou a analisar esses registros ou outros, em hebraico ou sânscrito?

Dom Pugliese: Com relação a textos anteriores ao massorético hebraico ‘Tanach/Torah, Neviim e Khetuvim, que significam lei, profetas e escritos, citaria o hindu ‘Rig Veda’, ressaltando nele o ‘Atharva Veda’,e, notadamente, os chamados ‘Sutra e Upanishads’, todos em sânscrito. Citaria especialmente o ‘Bhagavad Gita’, também em sânscrito, que fala do guerreiro ‘Arjuna’. Esse texto é interpretado geralmente sob um aspecto mais esotérico e místico. Em referência a esses registros em sânscrito, não conheço ainda qualquer método criptológico para sua decodificação. No entanto, venho obtendo alguns resultados aplicando os processos de decodificação nos ‘Targum’ aramaicos, do famoso “Pentateuco Samaritano”, ou mesmo em siríaco, como no caso da versão chamada “Peshitta”.

UFO: Os apócrifos bíblicos possuem uma série de afirmações ainda mais contundentes que os canônicos sobre a presença de seres extraterrestres semelhantes aos homens e suas máquinas voadoras. Os exemplos mais claros estão no ‘livro de Enoque’ e no ‘Proto-Evangelho de Thiago’. O senhor tem conhecimento do conteúdo desses apócrifos?

Dom Pugliese: Esses livros apócrifos, tanto os do Antigo Testamento da Nova Aliança, são particularmente reveladores não só da existência, mas também da atuação concreta das naves espaciais provenientes de outros mundos habitados. Começando pelo patriarca antediluviano ‘Enoque”, bisavô do famoso Noé, sobrevivente do dilúvio, notamos que o texto canônico ‘Gênesis” se refere apenas ao seu arrebatamento, com vida, da Terra. No entanto, no apócrifo “Livro de Enoque I” é narrada, com surpreendentes detalhes, a viagem que se segue ao arrebatamento o meio de transporte usado, com todas as características de propulsão, iluminação e vertiginosa velocidade de um objeto voador não identificado. Além das etapas e características de possíveis estações espaciais.

UFO: Além da abdução de “Enoque” há ainda a supreendente experiência do profeta “Elias”.

Dom Pugliese
: Comparando o caso de ‘Enoque’ com o posterior arrebatamento do profeta ‘Elias’, testemunhado pelo seu discípulo predileto, o profeta ‘Eliseu’, é importante notar, no apócrifo “Gênesis”, uma importante referência a uma espécie de planeta habitado, um “outro paraíso” denominado “Parwain”, para onde teriam sido levados vivos Eboque e Elias, com seus corpos materiais. Esse apócrifo foi descoberto nas cavernas de “Qumran”, ao lado do Mar Morto. E sabe-se que Elias viu com seus próprios olhos um carro ou carruagem celestial “com cavalos de fogo”. Mais curioso ainda é constatar que “São Tomás de Aquino”, grande teólogo católico do Século XIII, já em plena idade média admitia claramente que “Enoque e Elias” se encontraram em um ‘outro paraíso terrestre’, num outro planeta. Deduz-se disso, evidentemente, a existência de outros planetas habitados. Isto se encontra na “Suma Teológica” de sua autoria.

Já nos “Evangelhos Árabe e Armênio da Infância” bem como no próprio canônico de “Mateus”, encontramos referência sobre a estrela de Belém, que teria guiado os reis magos que vieram do Oriente, provavelmente da Arábia, Pérsia e Índia. Eles estariam reunidos em ‘Ecbátana”, passaram por Jerusalém e foram até a cidade de Belém, onde se encontrava o menino Jesus. Pelas características do texto, creio ser impossível outra interpretação para a referida estrela – que se movia, parava, tornava a se movimentar e a parar, sempre de maneira inteligente etc – que não seja a de uma nave espacial.

UFO: Na sua opinião, qual é a relação entre esses seres, supostamente extraterrestres, e Jesus Cristo?

Dom Pugliese: Creio que tal relação é profundíssima. Tenho até a forte impressão de que “JESUS é um deles”, porém de estrutura cósmica ou meta-física mais sutil, a ponto de poder tomar a natureza humana através da encarnação em um corpo feminino que foi o de sua mãe telúrica, a Virgem Maria. Pelas suas características somáticas ou mesmo psicossomáticas, dá para se notar que seu corpo, a despeito dele ter sido também humano, tinha aspectos especiais. De acordo com as narrativas evangélicas, eu ressaltaria o fato de que, em momento de grande angustia ou depressão, JESUS podia suar gotas de sangue, fenômeno que a medicina chama de ‘hematídrose’.

UFO: Rumores de que exista grupos ou pessoas que têm conhecimento desses fatos estranhos, mas que tramam seu acobertamento. Eles estariam inseridos nos mais variados setores da sociedade, ocupando cargos de destaque em pontos-chave das organizações mundiais. O senhor tem conhecimento de algum desses grupos ou pessoas participando ou dirigindo tais atividades, infiltrados na igreja?

Dom Pugliese: Tenho convicção de que existem grupos, pessoas e religiosos de alto nível que sabem muito a respeito da existência e atuação de extraterrestres não só aqui, no nosso planeta, mas também fora dele, em outras partes do Universo. Mas tratam desse assunto de forma altamente reservada, por força de conveniências políticas, psicológicas e, sobretudo, religiosas.

UFO: Baseado em seus estudos das escrituras, o senhor chegou a alguma conclusão sobre a origem e as intenções desses seres que nos visitam?

Dom Pugliese: Acho que a influência dos extraterrestres, assim como aconteceu na remota Antiguidade, vem se dando até hoje – e a meu ver, em vários sentidos. Especialmente na chamada tecnologia de ponta e particularmente nas áreas militares de alguns países. Tal influência alienígena também ocorre na medicina e, quase escandalosamente, na área das telecomunicações, informática, eletrônica e outras modalidades.

UFO: O que o senhor tem a nos dizer sobre a aparição de Fátima, em Portugal, até hoje defendida pela igreja como uma visão da Virgem Maria?

Dom Pugliese: Não acredito que tenha sido uma aparição da Virgem Maria, pelo menos não da forma direta e pessoal. Creio que houve uma manifestação gritantemente ufológica, não só pela suposta, absurda e irracional “dança” que o Sol teria realizado naquele dia, conforme os registros da época, mas por outros detalhes do acontecimento. Ora, as evoluções que o suposto sol realizou são típicas e conhecidas na Ufologia como de naves espaciais. Além disso, toda a fenomenologia do acontecimento assim nos leva a pensar, como o fato do tal sol ter realizado vôos rasantes e seu calor ter enxugado as vestes encharcadas pela chuva das pessoas que ali se encontravam. Outro elemento importantíssimo desse caso é aquela espécie de boneca mecânica, sem viva, de mais ou menos 1,1m de altura, que baixava sobre a copa do pé de azinheira, na Cova da Iria, deixando fortes traços de sucção nos ramos e folhas. Essa figura é vista pela igreja como a Virgem Maria. Tenho o privilégio de possuir os mais quentes depoimentos das testemunhas daquele fato, colhidos com rigor pelos canais competentes. Eles dão conta da real natureza dessa manifestação.

Aquele ser tinha as características mecânicas de um robô de aparência feminina, que falava sem mover os lábios, sem olhar, sem gesticular para os três videntes. Tal ser, ao término do contato, voltou às costas para os meninos também mecanicamente, como se estivesse atrelado a um eixo e fosse recolhido por algo que o sugava, começando a ocultá-lo da cabeça aos pés, até desaparecer. Outras características tipicamente ufológicas desse caso também se apresentavam, tal como a queda do céu de uma substância filamentosa e viscosa, conhecida na Ufologia como “cabelo de anjo” e, segundos antes da aparição, o indefectível relâmpago seguido do ribombar de um trovão.

UFO: Essas afirmações são bombásticas para um religioso, o senhor não acha?

Dom Pugliese: Bem, para concluir estas modestas observações, vamos lembrar somente as palavras do ‘Mestre Jesus’, quando afirma categoricamente: “Os verdadeiros oradores do Pai são aqueles que o adoram em espírito e na verdade.”

Fonte: http://www.orbum.org/jesus-cristo-um-extraterrestre http://www.ufo.com.br/

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ética?

conseqüência


Delegar ou abdicar das nossas responsabilidades é mais cômodo, já as conseqüências da covardia moral é o que molda a nossa realidade.

Governo serve aos que não tem habilidade, competência ou negligencia para fazê-lo na individualidade, parece ser o nosso caso. Os governos não servem mais ao seu nobre propósito original, talvez nunca o tenha servido maculado pelos que exercem de forma leviana a honestidade e lisura. O pleito eleitoral é um embuste, um delírio coletivo que busca mudar em vão as conseqüências da falência ética individual, desconhecendo ou negando com veemência a causa. Na prática seria a legitimação implícita dos atos corruptos.

Os problemas nunca foram os sistemas, de cunho filosófico ou idealista. O problema é a forma que cada indivíduo o executa em benefício próprio, o apego extremado ao individualismo em detrimento de uma conduta de vida filosófica ética amorosa em prol da coletividade.

TODOS só querem receber, ninguém quer dar nada de si. Se TODOS dessem, mesmo sem querem, acabaria recebendo. Alguns têm demais, a maioria não tem nada. A responsabilidade é de ambas as partes, profunda ausência ética aliada a dormência aguda de sensibilidade existencial.

Qualquer “ismo”, capitalismo, liberalismo, socialismo, comunismo,... ou nenhum, praticado individualmente pautado na ética resolveria nossos conflitos sociais. Tentem imaginar, TODOS cientes de suas responsabilidades e conseqüências dos atos, dispostos a assumi-los e repará-los, juízes de si mesmos. Se todos os caros fossem um bem público, apropria-se do primeiro que encontrar dirige ate aonde quer ir e o deixa, ao retorna novamente toma posse do mais próximo, dirige até sua casa e o deixa na rua para quem precisar usar. O bem é de quem está usando. A sua casa é sua se você mora nela, adeus aluguel. Todo mundo ajudando todo mundo.

É possível?

Hoje, indubitavelmente, ficção.

Quando TODOS se conscientizarem de que dependemos uns dos outros, entenderem que não é necessário fazer o outro sofrer para sermos felizes e adotarmos, praticarmos uma filosofia fraterna, a vida será bela para todos.

Filosofia não é proposição teórica, devaneio da psique desocupada de um velho barbudo, é sabedoria empírica que deve ser vivida cotidianamente.

Um dia talvez isso e muito mais seja possível.

Ficção é o que ainda não podemos fazer, Mitologia é o que ainda não podemos provar.