domingo, 3 de abril de 2011

LHC Máquina do tempo.



O LHC (Large Hadron Collider), além de ser o maior experimento científico do mundo, pode se tornar também a primeira máquina capaz de fazer a matéria viajar de volta no tempo. Isto se Tom Weiler e Chui Man Ho estiverem corretos.
Os dois físicos da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, acabam de propor a ideia em um artigo ainda não aceito para publicação, enviado para o repositório arXiv.
"Nossa teoria é um tiro de longa distância," admite Weiler. "Mas ela não viola nenhuma lei da física e nem qualquer restrição experimental.

Partículas de Higgs

Um dos maiores objetivos do LHC é encontrar o bóson de Higgs, uma partícula hipotética da qual os físicos lançam mão para explicar porque partículas como os prótons, nêutrons e elétrons possuem massa. Se o Grande Colisor de Hádrons realmente conseguir produzir essa que é chamada a "partícula de Deus", alguns físicos acreditam que ele irá criar também uma segunda partícula, o singleto de Higgs.
Segundo a proposta de Weiler e Ho, esses singletos teriam a capacidade de saltar para uma quinta dimensão, onde eles poderiam se mover para frente e para trás no tempo, retornando depois para nossa dimensão, mas reaparecendo no futuro ou no passado.

Comunicação com o passado e com o futuro

"Uma das coisas mais atrativas dessa abordagem da viagem no tempo é que ela evita todos os grandes paradoxos," diz Weiler. Na verdade, a abordagem evita os passageiros mais problemáticos na viagem. Como somente partículas com características tão especiais poderiam viajar no tempo, ninguém poderia retornar ao passado e matar algum antecessor, eliminando a possibilidade da própria existência.
"Entretanto, se os cientistas puderem controlar a produção dos singletos de Higgs, eles poderão enviar mensagens para o passado ou para o futuro," propõe Weiler.

Testar a teoria, segundo os físicos, será fácil: bastará observar se o LHC produz os singletos de Higgs e se os produtos do seu decaimento começam a surgir espontaneamente. Neste caso, garantem eles, isso indicará que esses produtos estão sendo gerados por partículas que viajaram de volta no tempo para reaparecer antes da ocorrência das colisões que as originaram.

Teoria-M

A proposta é baseada na Teoria-M, que tem a pretensão de ser uma "teoria de tudo".
A Teoria-M requer a existência de 10 ou 11 dimensões, em vez das quatro que nos são familiares (as três espaciais mais o tempo). Isso levou à sugestão de que nosso Universo pode ser uma membrana - ou "brana" - quadridimensional flutuando em um espaço-tempo multidimensional, chamado de "O Todo" (Bulk).
Segundo essa "visão de mundo", os blocos fundamentais do nosso Universo estão permanentemente presos à sua brana, o que os impede de viajar para outras dimensões.
Mas pode haver exceções - a gravidade, por exemplo, seria uma força tão fraca porque ela se difunde por outras dimensões. Outra possível exceção seria o singleto de Higgs, que responde à gravidade, mas a nenhuma das outras forças básicas.

Neutrinos estéreis

Uma terceira possibilidade seria um ainda mais elusivo neutrino estéril, um parente mais raro dos quase indetectáveis "neutrinos normais".
Um neutrino normal interage tão pouco com a matéria que pode atravessar um cubo de um ano-luz de lado feito de chumbo sem se chocar com nenhum átomo.
Os neutrinos estéreis não se chocariam nunca com nada - eles também reagiriam apenas com a gravidade, o que os torna passageiros viáveis para a máquina do tempo de Weiler e Ho.
Um experimento realizado no ano passado dá suporte à existência dos neutrinos estéreis.

Viajar mais rápido do que a luz.

E a ideia vai além: se os neutrinos estéreis pegarem atalhos por outras dimensões, do ponto de vista da nossa dimensão eles poderiam viajar em velocidades mais altas do que a velocidade da luz.

Neutrino camaleão abre caminho para uma nova física.

De acordo com a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, há certas condições nas quais viajar mais rápido do que a velocidade da luz é equivalente a viajar de volta no tempo - foi aí, segundo os dois físicos, que eles entraram no especulativo campo das viagens no tempo.Especulações que, por enquanto, estão rendendo bem no mundo da ficção científica. Os recentes Teoria Final, de Mark Alpert, e A Máquina do Tempo Acidental, de Joe Haldeman, amparam-se na ideia dos neutrinos viajantes no tempo.

Bibliografia:

Causality-Violating Higgs Singlets at the LHC
Chiu Man Ho, Thomas J. Weiler
7 Mar 2011
http://arxiv.org/abs/1103.1373

sábado, 26 de março de 2011

Água pega fogo


John Kanzius, um senhor de 63 anos da Flórida,recebeu um diagnóstico de que estava com câncer e resolveu dedicar seu tempo livre para lutar contra a doença. Na garagem de sua casa, ele inventou uma maquina que emite uma determinada frequência de ondas de rádio para tentar matar células cancerosas enquanto deixa as células normais intactas. Enquanto testava seu invento, ele percebeu que a máquina tinha outras habilidades inexplicáveis.

Após encher um tubo de ensaio com água salgada de um canal que corria nos fundos de sua casa, Kanzius colocou o tubo e um papel toalha na máquina e ligou. Surpreendentemente o papel molhado pegou fogo, iluminando a sala como se fosse uma vela de cera. Kanzius repetiu o experimento, dessa vez sem o papel e para seu total espanto, o fenômeno se repetiu. A água pegou fogo diante de seus olhos.

Kanzius disse que a chama criada pela máquina ultrapassa a temperatura de 1648 graus centígrados. Um amigo químico que se impressionou com o experimento, contou a Kanzius que a altíssima temperatura da chama, se deve a quebra da ligação molecular do hidrogênio e do oxigênio, que formam a água, permitindo assim que o hidrogênio queime.
John Kanzius está “nas nuvens” com seu invento, que pode realmente revolucionar a questão da deficiência energética no planeta: ” Você pode captar água salgada do mar e colocar ela em contêineres especiais que produzirão um fogaréu violento, que gerará calor que poderá ser usado para gerar eletricidade e outras formas de energia” diz Kanzius.

O sistema poderia ser usado como combustível de autofornos, o que reduziria o consumo do carvão vegetal, preservando árvores.
A verdade é que a invenção de Kanzius parece ter colocado em estado obsoleto todo o trilionário e arriscado investimento na geração de energia nuclear. Como o sistema de Kanzius necessita de uma baixa quantidade de energia elétrica para desencadear a ignição da água, o sistema poderia ser usado para gerar energia com água do mar e usaria esta energia gerada para se realimentar, num sistema cíclico, barato e eficiente que poderia ajudar o planeta a reduzir as usinas de carvão, os maiores poluidores do ar.
Agora neste exato momento, engenheiros estão estudando com ele uma maneira de adaptar seu invento de modo que possa ser usado em um motor. É possível ainda que o invento dele possa acelerar o processo de popularização do carro movido a hidrogênio.
Embora pareça mais um daqueles malucos de garagem americanos, John Kanzius é um especialista em radiofrequências e eu até descobri um artigo de autoria dele em conjunto com um monte de PHDs sobre o uso de nanotecnlogia usando as ondas de RF para tratamento do câncer. Assim, não é qualquer um que liga meia duzia de fios e descobre a pólvora. O cara sabia o que estava fazendo. A surpresa foi a água pegar fogo.
Fonte WPBF

Via Láctea pode conter 2 bilhões de planetas com vida alienígena


Ultimamente, os cientistas andaram fazendo cálculos e tentando encontrar probabilidades e porcentagens para a vida alienígena no universo.

Agora, esse número acaba de aumentar: um novo estudo mostra que aproximadamente uma em cada 37 ou uma em cada 70 estrelas como o sol podem abrigar vida extraterrestre. Os dados sugerem que bilhões de planetas como a Terra podem existir na nossa galáxia.

Os novos cálculos são baseados em informações do telescópio espacial Kepler, que em fevereiro surpreendeu o mundo ao revelar mais de 1.200 possíveis mundos alienígenas, incluindo 68 planetas do tamanho da Terra.

O telescópio chegou a essas conclusões observando o escurecimento que ocorre quando um planeta transita ou passa diante de uma estrela.

Em seguida, os pesquisadores da NASA filtraram esses dados, e focaram nos planetas do mesmo tamanho que a Terra em zonas de habitabilidade de suas estrelas, isto é, dentro de órbitas onde a água líquida pode existir na superfície desses mundos.

Depois de analisarem quatro meses de dados, os cientistas determinaram que 1,4 a 2,7% de todas as estrelas parecidas com o sol devem ter planetas semelhantes à Terra (entre 0,8 e 2 vezes o diâmetro da Terra, e dentro da zona de habitabilidade de suas estrelas).

Isso significa dois bilhões de análogos da Terra na nossa galáxia. E isso só na nossa galáxia: há 50 bilhões de outras galáxias, até onde sabemos. Por isso, os cientistas acreditam numa boa chance de encontrar vida, talvez até mesmo vida inteligente, lá fora.

No futuro próximo, os cientistas prevêem que um total de 12 mundos semelhantes à Terra poderão ser encontrados. Quatro deles já foram vistos nos quatro meses de dados divulgados até agora.

Quando se trata das 100 estrelas parecidas com o sol mais próximas do nosso planeta, algumas dentro de um ano-luz de distância, os resultados sugerem que apenas cerca de 2 mundos semelhantes à Terra podem ser encontrados.

E tais números podem subir. As estrelas anãs vermelhas também podem hospedar planetas semelhantes à Terra, e essas estrelas são muito mais comuns do que as estrelas parecidas com o sol. Porém, é muito mais difícil detectar um planeta do tamanho da Terra em trânsito na frente de uma anã vermelha, então os cientistas estão tentando identificar os planetas em volta dessas estrelas pela força gravitacional que eles exercem uns sobre os outros.

Fonte: http://hypescience.com/nova-estimativa-nossa-galaxia-pode-conter-2-bilhoes-de-planetas-com-vida-alienigena/